terça-feira, 21 de maio de 2013

Tonsilite ( Dor de Garganta )


Definição

A tonsilite é a inflamação (inchaço) das tonsilas (antigamente chamadas de amígdalas).

Causas, incidência e fatores de risco

As tonsilas são linfonodos na parte de trás da boca e na parte superior da garganta. Elas geralmente ajudam a filtrar bactérias e outros micro-organismos para impedir as infecções no corpo.
Foto: ADAM
As estruturas da garganta incluem o esôfago, a traqueia, a epiglote e as amígdalas
Elas podem ficar tão carregadas de infecções bacterianas ou virais que se incham e ficam inflamadas, causando a tonsilite.
A infecção pode também estar presente na garganta e áreas próximas, causando inflamação na faringe. A faringe é a parte de trás da garganta, entre as tonsilas e a caixa de voz (laringe). Consulte: Faringite
A tonsilite é extremamente comum, principalmente em crianças.

Sintomas

  • Dificuldade em engolir
  • Dor no ouvido
  • Febre, calafrios
  • Dor de cabeça
  • Dor de garganta que dura mais de 48h e pode ser grave
  • Sensibilidade na mandíbula e na garganta
  • Alterações na voz, perda de voz

Exames e testes

O médico examinará a boca e a garganta para ver as tonsilas inchadas. As tonsilas são geralmente avermelhadas e podem ter manchas brancas. Os nódulos linfáticos na mandíbula e no pescoço podem estar inchados e sensíveis ao toque.
Possíveis testes incluem:
  • Teste rápido para detecção do antígeno
  • Cultura da superfície da garganta

Tratamento

Se a causa da tonsilite for uma bactéria como uma estreptocócica, os antibióticos são receitados para curar a infecção. Os antibióticos podem ser ministrados por injeção ou por via oral durante 10 dias.
Se pílulas forem usadas, elas deverão ser ministradas por todo tempo prescrito pelo médico. NÃO interrompa o tratamento só porque o desconforto passou, caso contrário a infecção não vai ser curada.
Descanse para permitir que o corpo se recupere. Líquidos, principalmente mornos (não quentes), leves ou muito gelados podem aliviar a garganta. Faça gargarejos com água morna e sal ou use pastilhas (contendo benzocaína ou ingredientes similares).
Medicamentos como acetaminofeno ou ibuprofeno podem ser usados para reduzir a dor e a febre. NÃO dê aspirinas a crianças. Aspirinas têm sido associadas à síndrome de Reye.
Algumas pessoas com reincidência da infecção podem precisar de cirurgia para remover as tonsilas (tonsilectomia).

Evolução (prognóstico)

Os sintomas de tonsilite costumam desaparecer 2 a 3 dias depois do início do tratamento. A infecção geralmente é curada após o término do tratamento, mas algumas pessoas podem precisar de mais um ciclo de antibióticos.
As complicações de tonsilite causada por estreptococos não tratada podem ser graves. Crianças com tonsilite associada ao estreptococo ou à faringite devem geralmente resguardar em casa até que tenham tomado os antibióticos por 24 horas. Isso ajuda a reduzir a transmissão da doença.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

PARACOCCIDIOIDOMICOSE


PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Características gerais


Sinônimos
Blastomicose sul-americana ou moléstia de Lutz-Splendore e Almeida.

O que é?
A paracoccidioidomicose é uma micose sistêmica, autóctone da América Latina, com maior ocorrência na Argentina, Colômbia, Venezuela e no Brasil, o qual contribui com cerca de 80% dos casos.

Agente etiológico
E causada pelo Paracoccidioides brasiliensis, fungo dimorfico, o qual já foi isolado do solo,
onde se acredita que viva saprofiticamente, ocorrendo a infecção humana pela inalação de conídios
do fungo.

Reservatório e fonte de infecção
O grande fator de risco para aquisição da infecção é as profissões ou atividades relacionadas
ao manejo do solo contaminado com o fungo, como, por exemplo, atividades agrícolas, terraplanagem,
preparo de solo, práticas de jardinagem, transporte de vegetais. O solo e poeira, contendo
o fungo em suspensão, constituem a fonte de infecção.

Modo de transmissão
Em geral, a transmissão é por inalação de partículas infectantes (conidios), dispersas na natureza.
Uma vez inalados, os conidios transformam-se em leveduras, que constituem a forma parasitaria
nos tecidos do hospedeiro. Pode haver transmissão por inoculação, sobretudo em acidentes
de laboratório.

Período de incubação
É desconhecido, podendo levar anos até que haja manifestações clinicas.

Período de transmissibilidade
Não ha transmissão homem a homem e não ha relatos de contagio de animais para o
homem.

Resposta Imune
•       A resposta imune celular (geralmente Th 1) controla a infecção por citocinas que ativam macrófagos e linfócitos T CD4+ e CD8+ (IL 2, 12, INF-γ) à formação de granulomas compactos - células epitelióides, células gigantes, fungos no citoplasma
•       Th1 inibe a replicação do fungo; formas quiescentes podem persistir no granuloma
•       Deficiência de Th 1 à evolução para doença (gravidade proporcional à imunodepressão)
•       Nas formas mais graves há predomínio de Th 2 (IL 4, IL 5, IL 10, TGF-β) à ativação de linfócitos B, hipergamaglobulinemia e altos títulos de Ac específicos (proporcional à gravidade e disseminação da doença) à granuloma frouxo - necrose e supuração, maior quantidade de fungos -  ↓↓↓ T CD4
•       Progressão da forma da doença depende:
- da virulência do inóculo
- da quantidade de inóculo inalado
- da qualidade da defesa do hospedeiro

Aspectos clínicos e laboratoriais

Manifestações clínicas
As formas clinicas da paracoccidioidomicose classificam-se em:
Paracoccidioidomicose infecção – pode passar despercebida e regredir espontaneamente
ou evoluir para doença.
Paracoccidioidomicose doença – que se classifica em:
Forma aguda/subaguda;
Sintomas:
•       Linfadenomegalia;
•       Manifestações digestivas;
•       Hepatoesplenomegalia;
•       Envolvimento ósteo-articular;
•       Lesões cutâneas.

Forma crônica:
- unifocal;
- multifocal;
Sintomas:
•       Tosse;
•       Dispnéia;
•       Expectoração muco purulenta;
•       Lesões ulceradas em pele;
•       Mucosa de nasofaringe;
•       Odinofagia, disfagia, disfonia

Forma residual ou sequelar.
Sintomas (Decorre do processo de fibrose):
•       Disfonia;
•       Obstrução laríngea;
•       Redução da rima bucal.
Diagnóstico
•       Clínico
•       Laboratorial:

ü  Achado do parasita – células arredondadas, de dupla parede, birrefringente, com ou sem gemulação.
ü  Quando há gemulação dupla – “roda de leme”.

Provas sorológicas:
ü  Imunodifusão em gel
ü  Histopatologia

Tratamento
•       Drogas antifúngicas
Ex: anfotericina B, sulfamídicos
Nas formas mais leves: itraconazol
Nas formas mais graves: anfotericina B
(o tratamento deve ser feito em regime hospitalar)
•       O tratamento é de longa duração, com o tempo dependendo da gravidade da doença (de 6 a 9 meses nas formas leves, de 12 a 18 meses nas moderadas)
•       Nos casos onde há acometimento de vários órgãos, medidas de suporte deverão ser adotadas

Comorbidades
São freqüentes. Dos processos associados de natureza infecciosa, destacam-se a tuberculose,
cuja associação e registrada em 5 a 10% dos casos, enteroparasitoses, exacerbação infecciosa de
doença pulmonar obstrutiva crônica e aids. Menos frequentemente, tem sido relatados casos de
leishmaniose, hanseníase e outras micoses. Entre as associações não infecciosas, destacam-se o
linfoma de Hodgkin e carcinomas.

Diagnóstico diferencial
O polimorfismo da apresentação clinica da paracoccidioidomicose permite que ela seja
incluída no diagnostico diferencial de varias condições clinicas, de causa infecciosa ou nao.
Entre as doenças respiratórias, o diagnostico diferencial deve ser feito com a tuberculose, a
histoplasmose, a coccidioidomicose e a sarcoidose. As lesões mucosas devem ser diferenciadas da
leishmaniose tegumentar, das lesões mucosas da histoplasmose, das lesões neoplasicas.
As manifestações cutâneas da paracoccidioidomicose podem se confundir com a esporotricose,
cromomicose, lobomicose, hanseníase, treponematoses ou com neoplasias de pele. Na forma
juvenil, os principais diagnósticos diferenciais são doenças linfoproliferativas, histoplasmose, calazar,
tuberculose e outras micobacterioses.

 Instrumentos disponíveis para controle

Ações de educação em saúde
A maioria destas ações exige participação de populações expostas, sendo fundamental o repasse
das informações acerca da doença, risco de aquisição, entre outras. Elas devem ser divulgadas,
mediante as técnicas pedagógicas e os meios de comunicação disponíveis, esclarecendo a
importância da doença e medidas de prevenção.

Estratégias de prevenção
Propor medidas de prevenção e controle pertinentes, de acordo com os resultados obtidos das
analises. A Vigilância Epidemiológica devera atuar, junto aos profissionais de saúde, promovendo
capacitação freqüente e alerta para o diagnostico diferencial com outras doenças.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Infecção urinária: perguntas e respostas

O que é infecção urinária? 
Ela é caracterizada pela a presença de micro-organismos na urina. O líquido que enche a bexiga é estéril - ou seja, livre de bactérias. Mas, quando esses bichinhos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no canal da urina até chegar à bexiga, desencadeiam uma infecção. "Em 85 % dos casos, o problema é provocado pela bactéria Escherichia coli, que integra a flora intestinal", ressalta Fernando Almeida, professor de urologia da Universidade Federal de São Paulo

Existem tipos diferentes? Sim. O mais comum é a infecção na bexiga, a famosa cistite. Mas os micro-organismos também podem atacar os rins, o que é chamado de pielonefrite. 

Quais são os sintomas? 
"Os clássicos são dor e ardor na hora de urinar", afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Pode haver também um aumento da frequência de idas ao banheiro, sensação de bexiga cheia, sangramento ou um simples mal-estar acompanhado de febre. 

A doença é transmissível? 
"Definitivamente, não", assegura Fernando Almeida. Mas é mais comum que ela dê as caras depois de relações sexuais, porque o pH da região fica alterado. Entre mulheres que variam muito de parceiro, a incidência é comprovadamente maior. 

Por que esse tipo de infecção é mais frequente em mulheres? 
Elas têm o canal da uretra mais curto e, por isso, é mais fácil as bactérias chegarem aonde não devem. Além disso, elas costumam ter o péssimo hábito de segurar a urina por mais tempo que os homens - um prato cheio para as bactérias se proliferarem. 

Por que algumas pessoas têm o problema com mais frequência? Isso envolve fatores hereditários e imunológicos. A atenção com a higiene é essencial, mas a infecção pode aparecer mesmo em quem toma todo o cuidado do mundo. 

Por que as grávidas ficam mais sujeitas a esse tipo de infecção? Estima-se que de 15% a 20% das gestantes terão ao menos uma vez esse tipo de infecção. Isso acontece porque, durante esse período, o aumento da circulação sanguínea na região pélvica faz a umidade vaginal aumentar, facilitando a passagem das bactérias do ânus para a uretra. 

Os homens estão livres da doença? Não é bem assim. É verdade que esse é um problema tipicamente feminino, mas a infecção também acomete a ala masculina. 

Ela é mais frequente em pessoas idosas? Sim. "A resistência diminui com a idade e, no caso das mulheres, há uma queda de hormônios que deixam a região pélvica mais sensível", diz Eduardo Zlotnik. 

Existe alguma forma de prevenir? Segundo Zlotnik, a recomendação é beber muita água para que as idas ao banheiro não fiquem muito espaçadas. "Assim você vai limpando o trato urinário", explica. Urinar depois das relações sexuais e evitar banhos de imersão também ajudam.


Fonte: Saúde.abril.com.br

terça-feira, 20 de novembro de 2012

10 Passos para controlar a pressão arterial


Sal valendo (Foto: Arte/G1)
1.Manutenção do peso ideal- o sobrepeso aumenta dificulta o esforço do coração para conseguir bombear o sangue. Na prática, o músculo é exigido demais. "Como o bíceps de quem levanta peso, o coração de uma pessoa obesa acaba hipertrofiado" , explica o cardiologista. Com um risco: as lesões causadas pelo esforço excessivo podem se tornar irrecuperáveis.

2. Prática de atividade física atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral. 

3. Redução de sal - o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva. 
cigarro
4. Evitar bebidas alcoólicas: O álcool em grande quantidade é inimigo feroz da pressão sob controle. Corte as bebidas da sua dieta ou consuma com muita moderação. 

5. Dieta saudável: Gorduras saudáveis e pouco sal são medidas indispensáveis na dieta de quem quer manter o coração saudável. Inclua ainda muitas frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros, ou seja, com menos gordura. 

6. Medicamentos: se o médico recomendou, não deixe de tomar. Mas nada de sair por aí imitando a receita alheia. Vale lembrar que alguns medicamentos podem elevar a pressão, como os antiiflamatórios e anticoncepcionais, ressalta o cardiologista. 

7. Cigarro: o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente além de comprometer toda sua saúde. Parar de fumar imediatamente é fundamental , alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa. 
8. Estresse: ele aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, acarretando a hipertensão e doenças do coração. Controle suas emoções e procure incluir atividades relaxantes na sua rotina. 

9. Exames médicos: avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz. 

10. Medir a pressão: no mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem fazer isso. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios.

Fonte: Minhavida.com.br e G1.com

Conheça 8 formas de evitar o diabetes

O diabetes tipo 2 é uma doença que pode surgir a partir da combinação de dois fatores: o genético, ou seja, o histórico da doença na família, e o ambiental, que são fatores de risco para o problema, como obesidade e sedentarismo. Isso não quer dizer, porém, que uma pessoa sem histórico familiar não possa desenvolver a doença. No entanto, médicos ouvidos pelo site de VEJA concordam em uma coisa: hábitos saudáveis reduzem de forma significativa o risco do diabetes tipo 2.

A doença — Enquanto o diabetes tipo 1 ocorre pela falta da produção de insulina, hormônio que controla os níveis de glicose no sangue, no do tipo 2 a insulina continua a ser produzida normalmente, mas o organismo desenvolve resistência ao hormônio. Segundo o Ministério da Saúde, essa doença, nas duas modalidades, atinge 5,2% dos homens e 6% das mulheres. Entre as pessoas acima de 65 anos, a incidência é de 21%.
"O diabetes tipo 2 está muito relacionado à obesidade. A gordura que se acumula no abdome promove inflamação e obriga o pâncreas a produzir cada vez mais insulina para que a glicose entre nas células", diz Celso Cukier, médico nutrólogo do Hospital Albert Einstein. Como não há nada que possa ser feito quanto à predisposição genética para uma doença, Cukier explica que a manutenção do peso (ou o emagrecimento) e uma vida fisicamente ativa são essenciais para reduzir o risco do diabetes. Além disso, como atestaram várias pesquisas científicas, há outros hábitos e determinados alimentos que podem ajudar nessa proteção. Veja abaixo quais são eles.

Perca a barriga


Um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2 é o acúmulo da gordura visceral, ou seja, a gordura acumulada na região abdominal que também se concentra no fígado e entre os intestinos. “Essa gordura obriga o pâncreas a produzir cada vez mais insulina para que a glicose consiga entrar nas células. Esse excesso estimula uma série de mudanças no metabolismo, como aumento da pressão arterial e das taxas de colesterol no sangue”, explica Carlos Alberto Machado, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Portanto, o ganho de peso pode significar o aumento da gordura visceral e, consequentemente, do risco de diabetes tipo 2.

Faça 30 minutos de atividade física diária


Muitos estudos já relacionaram o exercício físico ao menor risco de diabetes tipo 2, assim como outras pesquisas mostraram que o sedentarismo pode levar ao desenvolvimento da doença. Em 2002, um estudo clássico sobre diabetes, o Diabetes Prevention Program (DPP), mostrou que uma mudança no estilo de vida é melhor para evitar a doença do que medicamentos como a metformina, que reduz a resistência à insulina. Essa mudança no estilo de vida significa 150 minutos de atividade física por semana, uma melhora na alimentação e a perda de 7% do peso corporal em seis meses. “Embora a pesquisa tenha sido feita há dez anos, seus resultados foram comprovados pelos estudos que vieram depois”, diz Carlos Alberto Machado, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Cuidado com o sono


Um estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que foi publicado neste ano mostrou que dormir mal — ou seja, pouco ou de forma inconstante — aumenta o risco tanto de obesidade quanto de diabetes. Isso ocorre porque noites mal dormidas alteram o relógio biológico e retardam o ritmo metabólico. Essa redução pode significar um aumento de 4,5 quilos ao ano sem qualquer alteração da prática de atividade física ou dos hábitos alimentares. Com isso, há o risco do aumento de glicose e resistência à insulina no organismo, fatores que podem levar ao diabetes.

Controle o stress


Por diferentes motivos, o stress pode elevar o risco de uma pessoa desenvolver diabetes tipo 2. Umapesquisa feita no Canadá com mais de 7.000 mulheres, por exemplo, concluiu que o stress no trabalho chega a dobrar o risco de mulheres terem a doença. Os autores desse estudo mostraram que o problema emocional está ligado a um maior consumo de alimentos gordurosos e calóricos e a um maior sedentarismo, fatores que aumentam as chances de desenvolver a doença. Além disso, o trabalho sugeriu que o diabetes se favorece por perturbações geradas nos sistemas neuroendocrinológico e imunológicos, que provocam maior produção de hormônios como o cortisol e a adrenalina.

Coma pouco e devagar e não faça jejum


Comer muito, especialmente alimentos calóricos e gordurosos, aumenta o acúmulo da gordura abdominal, um fator de risco importante para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. No entanto, não é só a qualidade e a quantidade do que se come que interfere nas chances da doença aparecer. De acordo com uma pesquisa apresentada no Congresso Internacional de Endocrinologia, em maio deste ano, na Itália, a incidência do diabetes é maior em pessoas que comem muito rápido em comparação com quem come mais devagar. O risco, segundo esse estudo, pode chegar a ser 2,5 vezes maior. A frequência com que comemos também interfere nessa probabilidade: uma pesquisa apresentada durante a FeSBE (Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental) de 2011, mostrou que intercalar períodos de jejum e comilança pode causar diabetes, perda de massa muscular e aumentar a produção de radicais livres

Sempre que puder, evite comer gordura

A gordura abdominal favorece a resistência a insulina, quadro que está relacionado ao diabetes tipo 2. Portanto, alimentos gordurosos são fatores de risco para a doença, como provaram diversos estudos sobre o assunto. Pesquisadores da Harvard, por exemplo, concluíram que o risco de desenvolver diabetes tipo 2 aumenta 51% se forem consumidos 50 gramas de carne vermelha processada por dia, e 19% se forem ingeridos 100 gramas diárias de carne vermelha não processada. No entanto, algumas mudanças nos hábitos alimentares podem evitar a doença. No mesmo estudo, esses especialistas mostraram que se uma pessoa que consome 100 gramas de carne vermelha todos os dias substitui o alimento por frutas secas para obter a mesma quantidade de proteínas, o risco diminui em 17%. Este número aumenta para 23% se forem consumidos cereais integrais.

Prefira alimentos integrais

Os alimentos integrais, como pães e arroz, por exemplo, são excelentes alternativas para substituir alimentos que possuem farinha de trigo, como o pão francês. Esse tipo de comida é conhecida por elevar rapidamente as taxas de glicose no sangue, o que pode favorecer o surgimento do diabetes tipo 2, especialmente entre pessoas com maior risco da doença. Açúcar branco, frutas em calda enlatadas e batatas também possuem alta carga glicêmica. "Quanto menor o índice glicêmico, melhor para o paciente evitar a doença. Alimentos ricos em fibra e integrais são ideais para isso", diz o médico Celso Cukier. 

Coma frutas, mas não exagere

Frutas fazem parte de uma alimentação saudável e devem ser ingeridas todos os dias. Porém, há uma grande disparidade na quantidade de frutose, o açúcar das frutas e do mel, que elas contêm. Como ela é metabolizada diretamente pelo fígado, não precisa de insulina para sua quebra primária. Porém, isso não permite o seu consumo em excesso. "A fruta tem muito carboidrato e frutose, mas ela não pode ser eliminada da dieta. Por isso, pessoas predispostas ao diabetes tipo 2 devem evitar as mais adocicadas, como as uvas ou o caqui, ou então consumí-las de forma moderada", diz Roberto Betti, coordenador do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Fonte: Veja.com







Transplante de célula de focinho faz cão voltar a andar


Cirurgia recuperou os movimentos das patas traseiras dos cães (Foto: BBC)Cientistas da Universidade de Cambridge conseguiram reverter a paralisia em cachorros, após injetar células retiradas do focinho dos animais.
De acordo com os pesquisadores, as descobertas mostram, pela primeira vez, que transplantando este tipo de células em uma medula muito lesionada pode trazer melhoras significativas e abre novas possibilidades.
"Acreditamos que a técnica pode vir a ser usada para recuperar parte dos movimentos em pacientes humanos com lesões na medula vertebral, mas há um longo caminho a percorrer até podermos afirmar que eles serão capazes de recuperar todos os movimentos perdidos", diz o biólogo, Robin Franklin que participou da pesquisa.
O estudo foi financiado pelo Conselho Médico de Pesquisa (MRC, na sigla em inglês) da Grã-Bretanha e publicado no jornal científico "Brain".
A pesquisa é a primeira a testar transplantes em animais com lesões sofridas na vida real, ao invés de usar cobaias de laboratório.

Em uma parceria do Centro de Medicina Regenerativa do MRC e a Escola de Veterinária de Cambridge, os cientistas retiraram amostras de células olfativas do focinho dos cães e as cultivaram em laboratório durante várias semanas.
Os 34 cachorros que participaram da pesquisa haviam sofrido lesões na coluna que os impediam de usar as patas traseiras.
Em 23 dos cães, foram injetadas células olfativas na coluna; nos outros 11, o chamado grupo controle, foi usada uma solução aquosa neutra, sem nenhum efeito, para ser usado como termo de comparação.
Enquanto muitos dos cachorros que receberam o transplante de células apresentaram melhoras significativas e voltaram a andar, nenhum dos caninos do grupo de controle apresentou movimento nas patas traseiras.
Porque o nariz?
Após chegar a idade adulta, o nariz é a única parte do corpo em que terminações nervosas continuam a crescer.
As células foram retiradas da parte posterior da fossa nasal. São células especiais que rodeiam os neurônios receptores que nos permitem sentir cheiros e convergir estes sinais para o cérebro.
Os cientistas dizem que as células transplantadas regeneraram fibras na região lesionada da medula. Isto possibilitou que cachorros voltassem a usar as suas patas traseiras e coordenar o movimento com as patas da frente.
Em humanos, o procedimento poderia ser usado em combinação com outras drogas para promover a regeneração da fibra nervosa e substituir tecidos lesionados.
Geoffrey Raisman, o especialista em regeneração neurológica da University College London, descobriu em 1985 este tipo de célula olfativa, que foi usada na pesquisa de agora.
Ele avalia que este foi o maior avanço dos últimos anos na área, mas diz que não é a cura para lesões de medula. "O procedimento permitiu que um cachorro lesionado voltasse a usar suas pernas traseiras, mas as diversas outras funções perdidas em uma lesão de medula, como uso da mão, controle da bexiga e regulação de temperatura, por exemplo, são mais complicados e ainda estão muito distantes".
Na pesquisa, as novas conexões não ocorreram em longas distâncias, necessárias para conectar o cérebro a medula. Os pesquisadores do MRC disseram que em humanos isto seria vital para pacientes com lesões na medula, que perderam funções sexuais e o controle da bexiga e do intestino.
Entre os cães com história de sucesso, está Jasper, um bassê, de dez anos de idade. "Antes do tratamento, nós usávamos um carrinho de rodas porque as suas patas traseiras eram inúteis, mas agora ele corre pela casa e no jardim e acompanha os outros cachorro, é maravilhoso", comemorou sua dona, May Hay.
Fonte: Globo.com

Exame de câncer de mama em 3D tem maior precisão, diz estudo


Uma técnica recente que usa imagens tridimensionais para rastrear o câncer de mama tem aumentado a precisão do diagnóstico e reduzido as taxas de resultados falsos positivos, segundo novo estudo publicado na revista científica "Radiology".
O exame, chamado tomossíntese, é o primeiro avanço importante na triagem das mamas desde o desenvolvimento da ressonância magnética para avaliar os seios, na opinião da principal pesquisadora, Elizabeth Rafferty, do Centro Avon para Compreensão do Câncer de Mama, do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, nos EUA.
Ao contrário de uma mamografia digital, que envolve duas radiografias de cada mama, a tomossíntese – aprovada pela agência americana Food and Drug Administration (FDA) em fevereiro de 2011 – capta várias imagens de diferentes ângulos ao redor dos seios. Esse material é, então, usado para fazer uma reconstrução tridimensional da região.
Ministério da Saúde e aponta aumento de 73% na procura pelo exame (Foto: Reprodução / TV Tem)Novo exame associado à mamografia aumenta a precisão do rastreio de câncer (Foto: Reprodução / TV Tem)
A pesquisa envolveu 1.192 mulheres em cinco lugares diferentes, das quais 997 tinham dados completos. Cada uma das participantes foi submetida a uma mamografia digital padrão, seguida de uma tomossíntese – que pode ser feita no mesmo equipamento da mamografia e tem doses de radiação inferiores ao limite aprovado pela FDA.
Os autores então escolheram 622 casos e os dividiram em dois estudos: um com 312 mulheres e 48 casos de câncer, e outro com 310 mulheres e 51 registros de tumor. Doze radiologistas participaram do primeiro trabalho e 15 do segundo.
O uso conjunto da mamografia digital com a tomossíntese aumentou a precisão do diagnóstico para todos os médicos. No primeiro estudo, a precisão foi elevada em 10,7% e no segundo, em 16%. Já as taxas de falso positivo diminuíram 38,6% na primeira pesquisa e 17,1% na segunda – evitando, assim, a repetição desnecessária de exames.
A autora Elizabeth Rafferty destaca que os ganhos de sensibilidade ao usar técnicas combinadas podem ajudar principalmente na detecção de cânceres mais invasivos, com maior risco de metástase – quando a doença se espalha rapidamente para outros órgãos do corpo.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA, há evidências de que a mamografia seja capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama em mulheres entre 40 e 74 anos. Apesar disso, cerca de 30% desse tipo de tumor não é detectado no exame.
Outros 10% das pacientes recebem um diagnóstico falso positivo, ou seja, quando o câncer não está presente no organismo, mas o primeiro resultado diz que sim.
Fonte: Globo.com