sábado, 10 de novembro de 2012

Bronquite cronica



BRONQUITE CRÔNICA
Bronquite crônica é definida como tosse persistente com produção excessiva de muco na maioria dos dias de um período de 3 meses, durante pelo menos 2 anos consecutivos. Tosse e expectoração são caracteristicamente mais intensas pela manhã e nos meses de inverno. O fumo é sua principal causa, além de poluentes atmosféricos.
Indivíduos com tosse produtiva sem sinais de obstrução ao fluxo aéreo apresentam bronquite crônica simples. Cerca de 20% dos fumantes desenvolvem obstrução crônica ao fluxo aéreo, com enfisema associado, caracterizando a bronquite crônica obstrutiva.

Etiopatogênese

É causada por exposição prolongada a agentes irritantes inalados, sobretudo produtos do tabaco. Inflamação das vias respiratórias e do parênquima pulmonar secundária a esses agentes é a grande responsável pelas alterações estruturais, clínicas e funcionais observadas na doença.
Nas vias respiratórias centrais, a limitação do fluxo aéreo está associada a aumento do número de linfócitos T CD8+ na parede brônquica e de neutrófilos na luz das vias respiratórias. Acredita que os linfócitos T CD8+ estejam implicados na lesão d parênquima pulmonar e no recrutamento de neutrófilos. Aumento do número de neutrófilos nas vias respiratórias parece estar relacionado com a gravidade da doença.
Inflamação brônquica aguda e/ou infecção constituem elementos constantes de agravamento do quadro clínico.
Além de tosse e hipersecreção de muco, que são constantes na bronquite crônica, outras manifestações aparecem com a continuidade do hábito de fumar, como dispneia, hipercapnia, hipoxemia e cianose. Hipertensão pulmonar, cor pulmonale e insuficiência cardíaca direita são complicações tardias da bronquite crônica.

Aspectos morfológicos

Macroscopicamente, há espessamento da parede da árvore brônquica e acúmulo de secreção esbranquiçada. Histologicamente, as grandes vias respiratórias apresentam hipersecreção de muco, hipertrofia das glândulas submucosas, aumento do número de células caliciformes e acúmulo de secreção. Metaplasia escamosa é observada nos casos mais graves.
As pequenas vias respiratórias apresentam metaplasia mucosa com formação de tampões mucosos e infiltrado inflamatório rico em mononucleares e fibrose da parede bronquiolar.

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